O que é o “downsizing” e como funciona?

As restrições impostas às emissões poluentes dos veículos e a preocupação em obter-se um consumo de combustível mais eficiente impulsionaram o downsizing aquando do fabrico de novos motores.

O que é o downsizing?
 Consiste no desenvolvimento de motores mais eficientes, com maior rendimento e que consumam e contaminem menos. Ainda que para esse efeito tenha de reduzir-se a massa do motor em relação aos motores convencionais (menor cilindrada, menos êmbolos) sem nunca serem afetadas as prestações (como a potência ou o binário).

Na maioria dos casos, as tecnologias mais utilizadas são a distribuição variável ou a sobrealimentação mediante turbos (que possibilitam, a baixas rotações, comprimir mais ar dando lugar a uma menor combustão e, consequentemente, maior rendimento).

A sobrealimentação, para além de melhorar o rendimento dos motores a gasolina e gasóleo e de contribuir para a diminuição de emissões, possibilita que os motores a gasolina atinjam a sua força máxima (binário máximo) a uma rotação mais baixa.

O downsizing não pressupõe apenas uma poupança para o condutor como, também, para os próprios fabricantes, dado que, com um único bloco de motor, podem proporcionar diferentes rendimentos e potências (em função do número de turbos incluídos e da adição do intercooler).

Esta técnica afeta, igualmente, outras particularidades do motor no que respeita ao desenho e materiais. O aumento da pressão e da temperatura tem impacto na espessura das paredes de elementos como a cabeça do motor, para além de ser imprescindível a utilização de materiais de maior resistência.

Por outro lado, têm de adicionar-se peças que permitam uma melhor refrigeração do motor (tais como as válvulas de escape preenchidas com sódio).

Vantagens e inconvenientes. 
De entre as vantagens, destacam-se a redução do consumo e emissões, maior rendimento e eficiência (especialmente visível a baixas rotações e com baixos regimes de carga) e maior binário comparativamente a um motor atmosférico às mesmas rotações.

Entre outros inconvenientes, tem-se o curto período de tempo no mercado para analisar a fiabilidade e menor suavidade derivada da redução de cilindros.

Fonte: GT Motive

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