ACAP divulgou resultados da campanha de pneus

A Comissão Especializada de Produtores de Pneus (CEPP) da ACAP (Associação Automóvel de Portugal), efetuou, no passado mês de junho, em Coimbra, mais uma campanha de verificação do estado dos pneus, desta vez a cerca de 130 veículos.

Os resultados desta campanha, efetuada em colaboração da PSP (Polícia de Segurança Pública) de Coimbra, no apoio operacional e com o apoio institucional da ANSR, IMT, Quercus e Valorpneu, continuam a apontar para um elevado risco na segurança dos passageiros, decorrente da manutenção incorreta dos pneus.

No que respeita à profundidade do piso dos pneus analisados, os resultados desta campanha foram piores do que a campanha em 2018, pois revelaram que 29% dos pneus analisados não estavam com a profundidade correta (em 2018, foram 17%).

Relativamente à pressão dos pneus, 31% dos pneus verificados pela ACAP não estava com a pressão correta, sendo que 9,4% teriam de ser consultados com urgência e 21,9% brevemente.

O pneu perde pressão devido à passagem normal do ar através dos seus componentes, pequenas perfurações, fugas nas válvulas ou através da união pneu/jante.

A cada volta da roda, o pneu deforma-se cerca de 12 vezes/segundo (veículo a 90 km/h). A pressão vai determinar a amplitude das deformações.

Se for insuficiente, origina instabilidade no comportamento de veículo, aumento do consumo de combustível e aumento da temperatura, provocando fadiga dos seus elementos e desgaste anormal.

Se for excessiva, pode provocar danos na estrutura do veículo, órgão da suspensão e na carga.

A pressão dos pneus deve verificar-se, pelo menos, uma vez por mês a frio (não esquecer roda suplente), quando o peso de carga do veículo é alterado ou antes de uma grande viagem.

Os pneus devem ter uma profundidade mínima (na superfície de rolamento) de 1,6 mm.  

Em termos de performance e poupança de combustível é aconselhável substituir os pneus quando a profundidade do piso é inferior a 3 mm.

Também de acordo com a legislação vigente, os pneus devem ser iguais em cada eixo, mas o veículo tem melhor desempenho com os quatro pneus iguais.

No que se refere ao desgaste dos pneus, esta constitui uma séria ameaça à segurança da condução, perda de aderência/estabilidade e aumento da distância de travagem.

O desgaste dos pneus é mais rápido ou mais lento, dependendo da sinuosidade e tipos de pavimento das estradas, estilo de condução, estado mecânico do veículo e pressão dos pneus.

Os aspetos que devem conduzir à substituição dos pneus gretas/fissuras, envelhecimento das borrachas, cortes, nos flancos ou nas bandas de rolamento, deformações localizadas (devido, por exemplo, a impactos).

Os condutores que beneficiaram do check-up, efetuado por especialistas dos produtores de pneus que integram a ACAP, tiveram, ainda, acesso a diverso material informativo sobre os cuidados a ter para uma boa manutenção dos pneus dos seus veículos, assegurando, assim, uma maior segurança rodoviária.

Também pode gostar de ler