Goodyear regressa ao Mundial de Resistência com bons indicadores

As 4 Horas de Silverstone do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA marcaram o regresso da Goodyear à competição, após 13 anos de ausência.

As três equipas que montaram a mais recente evolução dos Goodyear Eagle mostraram ter um futuro promissor para o resto da temporada.

Após um começo intenso, Anders Fjordbach lutou com a recém-chegada equipa da High Class Racing pela liderança da classe LMP2, mas, após as três primeiras voltas, com tudo mais definido, foi Gabriel Aubry, com o Jackie Chan DC Racing Oreca, quem fez ondular a bandeira da Goodyear numa sólida segunda posição.

Quando o líder do momento, Giedo Van der Garde, fez a sua paragem nas boxes, Aubry foi capaz de aproveitar a consistência dos pneus Goodyear para manter-se em pista e roubar-lhe a liderança, antes de fazer a sua paragem na volta 23.

Mais tarde, na volta 49, a equipa aproveitou uma chuvada repentina para passar pelas boxes e trocar de piloto. Ho-Pin Tung ficou, então, ao volante do carro da equipa chinesa, onde colocou à prova os compostos intermédios da Goodyear.

Tung percebeu que, com estes pneus, tinha uma ampla margem de manobra, o que lhe permitiu continuar a correr enquanto a pista secava.

Durante o último quarto da corria, Will Stevens pilotou o carro da Jackie Chan e, na sua perseguição aos líderes, reduziu a diferencia de noventa e dois segundos para menos de um minuto, o que permitiu à equipa conquistar um sólido quarto posto no regresso da Goodyear à competição.

António Félix da Costa foi a vedeta convidada do fim de semana em Silverstone. A estrela do DTM e da Fórmula E foi convocada no último momento para pilotar o carro da Jota Sport Oreca com a decoração especial da Goodyear.

No dia da corrida, multiplicou-se o seu trabalho após a retirada do seu companheiro de equipa, Anthony Davidson, com uma lesão nas costelas.

Teve um primeiro stint ao ataque, até que logrou superar o Celitar Oreca para garantir a quinta posição quando se superava a marca dos 20 minutos de prova.

Porém, quando entregou o carro ao seu companheiro de equipa, Roberto González, um pequeno problema elétrico fê-los perder quarenta segundos.

Um stint consistente do piloto mexicano manteve o carro na luta até um oportuno regresso aos pneus slick após a chuva que caiu a meio da corrida, momento que também foi aproveitado para que Félix Da Costa regressasse aos comandos do carro pintado de azul e amarelo.

O português recuperou parte do tempo anteriormente perdido e conseguiu assegurar a quinta posição, após uma épica luta com Stevens nas últimas voltas.

"O ritmo de corrida demonstra os benefícios de uma luta de pneus. A batalha na cabeça da corrida fez com que os tempos por volta fossem mais de três segundos mais rápidos do que na corrida de 2018. Os três carros utilizaram uma combinação dos nossos pneus 'A', 'C' e intermédios ao longo das quatro horas", referiu Ben Crawley, diretor de Motorsport.

"Estamos muito satisfeitos por ter regressado a um cenário tão competitivo e por termos exibido um ritmo tão forte, assim como por termos aprendido muito para o futuro. Temos boas indicações para o resto da temporada do WEC", concluiu.

A próxima prova do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA terá lugar em Fuji, no Japão, a 6 de outubro.

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