Pneuvita: diversificar é o lema

Composta por oito casas, dotadas de equipamentos de vanguarda, a Pneuvita aposta na venda de pneus premium e em serviços de qualidade. Diversificar as áreas de negócio é o lema desta empresa com quase 48 anos e que conta, atualmente, com Pedro Pacheco como diretor-geral.

A caminho de completar 48 anos, a Pneuvita é, hoje, uma referência na comercialização de pneus e no domínio dos serviços, não apenas da sua especialidade (como os alinhamentos), mas, também, na reparação automóvel e mecânica rápida. Muito mudou desde a sua fundação, em 1970, pelas mãos de Miguel Fernando Correia Freitas, primo-direito do atual gerente da empresa, Pedro Pacheco, em funções há perto de um ano, depois de uma carreira no setor petrolífero. Nascida no Cacém, local onde o responsável recebeu a Revista dos Pneus, a Pneuvita começou por dedicar-se à “reconstrução” de pneus (palavra mais em voga, na época, do que recauchutagem), um negócio que era já tradição antiga no seio da família.

Com a entrada de pneus provenientes da Europa, o mercado de recauchutados começou a deixar de ter procura em Portugal. E a empresa muda de rumo, tornando-se, então, especialista na troca de pneus. Segundo Pedro Pacheco, grande parte do sucesso da empresa deve-se à grande “visão” do fundador. “Comprou máquinas de alinhamento de grande qualidade. Na altura, ninguém tinha. Os clientes reconheceram esse incremento de qualidade e até faziam filas”, começa por recordar.

A qualidade dos serviços de alinhamento continua a ser um dos grandes trunfos da Pneuvita. Basta ver que várias equipas de competição automóvel recorrem à empresa para a realização deste serviço, uma vez que “é determinante para evitar que o veículo fuja e para que se mantenha estável”, explica Pedro Pacheco. A competição, acrescente-se, a propósito, está no ADN da Pneuvita, que, atualmente, patrocina o piloto Miguel Megre.

Marcas premium
O mundo dos pneus também evoluiu muito desde a década de 70. Mas algo a empresa manteve na sua génese. “Sempre apostámos em pneus de primeira linha. No ano passado, vendemos 77 marcas diferentes. Porque temos de tê-las. Se o cliente pede determinada marca, não podemos recusar. Mas a nossa estratégia é vender as seis marcas premium: Goodyear, Continental, Pirelli, Bridgestone, Michelin e Hankook. São marcas que equipam modelos de origem e que têm um patamar de qualidade superior”, diz. “Depois, temos ainda, como marca mais económica, a Mabor, que, no fundo, não deixa de ser Continental e de ter tecnologia alemã”, sublinha ainda Pedro Pacheco.

A importância dos pneus premium é simples de explicar: representam “mais de 70% das vendas” da empresa. Vantagem adicional para a Pneuvita é a sua capacidade de stock. “Chegamos a ter um milhão de euros em pneus”, afirma Pedro Pacheco. “Ter os pneus é fundamental. Temos stock. Funcionamos à moda antiga. E, isso, tem sido um dos fatores do nosso sucesso”, acrescenta o responsável. Questionado sobre o peso das áreas de venda de pneus e dos serviços para as contas da Pneuvita, Pedro Pacheco explica que as duas ainda não se equivalem. “Os pneus tendem a ser cada vez mais caros, porque os automóveis são equipados com pneus maiores. Antigamente, as jantes de 13’’ era corriqueiras. Agora, um Renault Clio já traz jantes de 18’’. Há um aumento do tamanho da jante, o que faz com que os pneus disparem para valores muito elevados. Os nossos serviços não são caros. Estão ao nível dos da concorrência”, diz. Conforme exemplifica, “caso a empresa faturasse sete milhões de euros, num ano, apenas um milhão de euros corresponderia aos serviços no seu total – mecânica e reparação incluídas”. O que interessa, na sua opinião, é o “pack total”, reforça.

A Pneuvita dispõe, atualmente, de instalações em Lisboa (Av.ª Columbano Bordalo Pinheiro e Av.ª Miguel Bombarda), Cacém, Coimbra, Cascais, Mem Martins, Linda-a-Velha e Prior Velho. Oito espaços próprios, todos amplos, com espaços oficinais, equipados com os mais recentes equipamentos para veículos de turismo, comerciais, pesados e motociclismos. O objetivo, mais do que fazer crescer o número de casas, é investir nas existentes. O facto de todas as oficinas (à exceção da de Coimbra) estarem em Lisboa, “permite-nos ser muito versáteis”, conta. “Conseguimos manter maior proximidade, maior acompanhamento e agarrar melhor o negócio”.

Aposta múltipla
Para Pedro Pacheco, a palavra que melhor define a estratégia da empresa para os próximos tempos é “diversificar”. Uma aposta múltipla. E não deixa de explicar o motivo: “A Pneuvita tem uma imagem muito forte. E quando assim é, torna-se mais fácil fazer algumas coisas. Neste momento, fazemos a mecânica toda. Para isso, investimos muito dinheiro. Exemplos? Temos máquinas que nem sequer as marcas têm. Comprámos equipamento para trocar óleos de caixas de velocidade; equipámos todas as casas com máquinas topo de gama para fazer o diagnóstico automóvel e sistemas de ar condicionado, mesmo aos modelos mais recentes”, afirma. “A estratégia não é reparar motores. Mas não deixamos de fazê-la se o nosso cliente quiser. Não apenas os serviços rápidos e de manutenção, mas mecânica integral”, afirma.

Prova desta ambição é que a Pneuvita se encontra, neste momento, a implementar uma nova área de negócio: venda de automóveis novos. Em todas as oito casas. Pedro Pacheco adianta que a empresa está a estabelecer uma parceria com a LeasePlan, com quem já trabalha, fazendo as revisões oficiais das suas frotas (tendo obtido, para o efeito, o Certificado de Qualidade), com vista à criação deste ramo de atividade. Uma fórmula vencedora. “Consigo que um cliente nos compre um automóvel novo, com seguro, manutenção e pneus, tudo incluído, mais barato do que se for a um stand e pedir um empréstimo à melhor taxa. Como? Conseguimos comprar 400 ou 500 modelos iguais à marca – apenas deixamos escolher a cor. Como são idênticos em tudo, obtemos um desconto. Fazemos o serviço de apresentação do veículo e, depois, deixamos à LeasePlan o papel de ultimar o negócio”, revela. Além disso, “toda a manutenção desse automóvel será feita na Pneuvita. Fica contratualizado, muito embora não sejamos fundamentalistas. Só queremos clientes que desejem vir até nós”, diz. Nota final? “Não há dúvida de que somos especialistas em pneus, mas queremos diversificar. Sempre com qualidade”, remata.