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ENTRADAA Campanha Michelin de Verificação de Pneus em Espanha e Portugal 2011 deixou patente o agravamento do estado dos pneus dos veículos que circulam nas estradas portuguesas. Especialmente preocupante é o 14% dos ligeiros que levam pelo menos um pneu com um nível de pressão considerado perigoso, com os riscos que isso supõe para a segurança rodoviária. No caso dos veículos comerciais, essa percentagem ascende a 40%. Em relação à profundidade do piso, os dados obtidos revelam que 14% dos ligeiros verificados em Portugal tinha pelo menos um pneu com mais desgaste do que o limite legal, número que ascende a 18% nos veículos comerciais.
A Campanha Michelin de Verificação de Pneus em Espanha e Portugal 2011, decorreu de novo este ano, entre os dias 4 e 24 do passado mês de Julho, com a intenção de mentalizar os condutores sobre a importância de uma manutenção  correcta do estado dos pneus para evitar os acidentes de trânsito e reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO2. A campanha é mais um exemplo da aposta decidida do Grupo Michelin na segurança rodoviária e no Meio Ambiente.
Nesta edição participaram mais de 13.000 veículos em Portugal; isto é, verificaram-se mais de 52.000 pneus. Assim como na campanha realizada em 2009, os técnicos da oficina verificaram a pressão e a profundidade do piso dos pneus, e observaram possíveis danos em cada um dos quatro pneus dos ligeiros, 4x4 e camionetas inspeccionados. Seleccionaram-se os dados de 10.187 veículos para a realização deste estudo.
Os resultados obtidos nesta campanha mostram uns dados realmente preocupantes. Assim sendo, 14% dos veículos ligeiros verificados e 40,3% dos veículos comerciais circulam com pelo menos um pneu com pressão perigosa, com grave risco para a segurança rodoviária. Em comparação com os resultados da campanha 2009, os dados ganham um carácter ainda mais negativo, pois naquele então 10,7% dos ligeiros verificados tinha pelo menos um pneu com pressão perigosa; isto é, 3,3% menos que o volume actual. Em relação aos veículos comerciais, comparados com a campanha anterior, os números são ainda mais alarmantes, pois naquele então era 20,7% dos veículos comerciais que levava uma pressão perigosa; isto é, a percentagem de veículos comerciais que circulam nas estradas portuguesas com evidente perigo é quase o dobro em apenas dois anos.
Não menos chamativo é o dado dos veículos que circulam com pressão incorrecta. 36% dos ligeiros tinha pelo menos um pneu com pressão incorrecta, enquanto esse dado se eleva até 56% no caso dos veículos comerciais. Circular com pneus com uma pressão incorrecta, entre 0,5 e 1 bar abaixo da correcta, aumenta o risco de estouros, provoca mais instabilidade no veículo e, por consequência, aumenta o perigo de acidentes. Além disso, aumenta o consumo de combustível, com consequências económicas para o proprietário, e aumenta também a emissão de CO2.
Outro dos aspectos inspeccionados na Campanha Michelin de Verificação de Pneus em Espanha e Portugal 2011 foi a profundidade do piso. Embora a Lei estabeleça a proibição de circular com uma profundidade inferior a 1,6 mm, os dados obtidos revelam que 14% dos ligeiros verificados em Portugal possui pelo menos um pneu com mais desgaste do que esse limite legal, com o grave aumento da distância de travagem e a perda de aderência e estabilidade que isto provoca. Neste caso, comparando com os resultados da campanha 2009, observa-se um aumento considerável de 5,6 pontos percentuais, pois 8,4% dos veículos encontrava-se nesta situação.
Os veículos comerciais seguem o mesmo caminho ao atingir 18% aqueles que circulam com profundidade inferior a 1,6 mm. Desta vez, os dados voltam a agravar ao compará-los com a campanha de 2009, quando se registou 14,9% de veículos nesta situação.
A campanha verificou também os danos que tinham os pneus dos veículos inspeccionados. Merece a pena sublinhar que 28% dos veículos comerciais e 22% dos ligeiros tinha algum pneu com danos, enquanto em 2009 se detectou 13% de veículos comerciais e 14,2% de ligeiros com danos nos pneus. Estes aumentos de 10% e de 5%, respectivamente, na actual edição voltam a incidir bastante nos maus resultados obtidos em 2011.
Fornecidos, assim, os negativos dados obtidos na Campanha Michelin de Verificação de Pneus em Espanha e Portugal 2011, a Michelin quer deixar patente, ainda mais, o seu compromisso com a segurança rodoviária, pois faz parte do espírito da empresa desde que iniciou a sua actividade. O Grupo assume esta atitude como uma responsabilidade para com a sociedade com o fim de eliminar os acidentes de trânsito. Agora que as taxas de sinistralidade estão a diminuir, é necessário reforçar a ideia de que não se deve descuidar a vigilância em temas de segurança rodoviária. Não só é preciso conduzir com precaução, como também manter o veículo e os seus componentes nas melhores condições.
Embora a situação económica de crise que atravessamos tenha, sem dúvida, influência no momento de efectuar gastos na manutenção dos veículos, não devemos esquecer que o pneu é uma parte fundamental para a nossa segurança ao ser o único elemento em contacto com o solo. Isto é especialmente importante quando, igualmente, o veículo é também uma ferramenta de trabalho.

Estudo sobre Acidentalidade por Defeitos dos Pneus

De forma paralela, a Michelin encomendou à Fundação Espanhola para a Segurança Rodoviária (FESVIAL), da qual é patrocinadora, a realização de um Estudo de Acidentalidade por Defeitos dos Pneus entre os anos 2005 e 2009 em Espanha e Portugal. Esse relatório mostra como os defeitos nos veículos não são uma causa principal nos acidentes de trânsito, pois apenas representam cerca de 0,61% dos 287.582 veículos envolvidos em acidentes com vítimas. No entanto, dessa percentagem, mais da metade, 54,7%, corresponde a veículos que tinham defeitos nos pneus.
Nos acidentes com vítimas mortais, a percentagem de veículos com pneus com danos ascende a 69,6%. Isto é, a proporção de acidentes mortais triplica em relação ao total de acidentes. A antiguidade também adiciona risco. 65% dos veículos acidentados em 2009 por causa dos pneus tinha 10 anos ou mais.
Atendendo à idade do condutor, os jovens menores de 25 anos têm mais acidentes por defeitos nos pneus. Por tipo de acidente, mais da metade dos acidentes por pneus em mau estado são saídas da estrada. Contudo, o estudo reflecte também dados positivos como o facto de que o número de vítimas mortais em acidentes de trânsito na estrada reduziu quase para a metade nesses cinco anos.

O objectivo da Michelin é contribuir de maneira duradoura para a mobilidade das pessoas e dos bens. Por esta razão, o Grupo fabrica e comercializa pneus para todo o tipo de viaturas, desde aviões até automóveis, passando pelas duas rodas, a engenharia civil e agrícola, camiões e vaivens espaciais. A Michelin também dispõe de serviços de ajuda à mobilidade (ViaMichelin.com), edição de guias turísticos, guias de alojamento e restauração, mapas e atlas de estradas. O Grupo, que tem a sua sede em Clermont-Ferrand (França), está presente em 170 países, empregando a 111.000 pessoas em todo o mundo e dispõe de 70 centros de produção implantados em 18 países diferentes (www.michelin.com).

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