"Não desisti de aumentar o número de postos"

A Qualipneus, fundada por Marcos Lobo, comemorou, no passado mês de fevereiro, 14 anos. Como o seu próprio nome indica, a casa faz a diferença pela qualidade do serviço que presta e pelos produtos de topo de que dispõe.

Não existem muitas histórias no mundo dos pneus como a de Marcos Lobo, que, em 1989, saiu de Viana do Castelo para ir trabalhar para o Algarve. Com três décadas de experiência no setor automóvel, o sócio-gerente da Qualipneus começou a sua atividade profissional como torneiro mecânico, função que desempenhou durante cinco anos. Em fevereiro de 2004, abriu, em Loulé, a sua casa de pneus. A origem do nome? “Pneus de qualidade. Apesar de existirem muitos pneus, muitas marcas e muitas pessoas que falam de pneus, este componentes têm de ser acompanhados com qualidade. Pela prestação de serviço, naturalmente. A Qualipneus é uma afirmação dentro de uma concorrência que não é pouca”, começa por afirmar Marcos Lobo.

Quando abriu a empresa, há mais de 14 anos, o responsável tinha a intenção de dispor de, pelo menos, três postos espalhados pelo Algarve, nas cidades mais importantes. Mas tal (ainda) não se concretizou. “Comecei a atividade da Qualipneus num espaço mais pequeno e, cinco anos depois, mudei-me para umas instalações maiores. A ideia de ter mais casas no Algarve ficou em standby devido à crise económica e financeira que assolou o país. Os clientes mantiveram-se, é verdade, mas as margens baixaram drasticamente. Depois, existem especificidades próprias desta região. É preciso saber ter um negócio no Algarve”, explica Marcos Lobo. Que acrescenta: “Ainda não desisti da ambição de aumentar o número de postos. Costumo dizer que quem trabalha muito, não tem tempo para ganhar dinheiro. Queria aumentar a equipa para poder libertar-me de algumas tarefas e dedicar-me mais à gestão”.

Tudo pelo cliente
Com uma equipa composta por quatro elementos, a Qualipneus executa todos os serviços relacionados com pneus. Mas também faz mecânica rápida de há cinco anos a esta parte. “Montagens e alinhamentos são as tarefas que mais realizamos. Temos alturas em que chegamos a efetuar 50 alinhamentos por semana. Os pneus ainda reúnem o nosso maior volume de faturação. Nos serviços de mecânica rápida, trabalhamos muito com marcações para, nas alturas menos movimentadas do mês, podermos estar duas horas de volta de uma viatura. A mecânica rápida reúne entre 10 e 15% do nosso volume de faturação. Mas esta área ainda não atingiu o patamar que queríamos. Enveredámos pelos serviços de mecânica rápida a partir do momento em que as oficinas que nos visitavam começaram a montar pneus”, assegura Marcos Lobo.

Como a qualidade faz parte do seu património genético, a Qualipneus trabalha com várias marcas premium. Mas também inclui na sua oferta gamas mais acessíveis, desde que estas sejam produzidas por fabricantes de topo. “Marcas económicas arranjamos sempre que o cliente solicitar. Ainda que não as tenhamos em stock. Não é fácil, hoje, satisfazer o cliente fazendo-o esperar. Se não lhe arranjarmos a solução que ele pretende, certamente que outro player o fará”, esclarece o responsável. Que frisa que, “no Algarve, existem poucas pessoas mas muitos negócios. Estamos inseridos numa região que tem 400 mil habitantes para uma extensão de 160 km. Ainda assim, estamos localizados na melhor zona do Algarve. Uma das razões do nosso sucesso tem sido a educação e o respeito que temos pelos clientes. É fundamental arranjar-lhes soluções e é preciso termos sensibilidade para lidar com eles. Temos feito casa à conta de montar pneus em clientes e de dar-lhes a possibilidade de eles pagarem depois. Mas não são todos, como é evidente. Temos muitos clientes que nos dizem para instalarmos os pneus que entendermos. Confiam em nós a 100%”.

Ainda que o cliente final reúna o seu maior volume faturação, a Qualipneus trabalha muito com empresas que estão enraizadas no Algarve e com frotas de ambulâncias, por exemplo. Depois, tem diversos clientes que lhe aparecem uma vez. No final, Marcos Lobo lamenta “a carga fiscal do tamanho de Portugal. Se essa receita fosse gerida pelos players, podia ser utilizada para fazer crescer as empresas e a nossa região. Se investíssemos os impostos que pagamos no Algarve, era uma forma de criarmos mais postos de trabalho. Não devíamos ter uma carga fiscal tão grande sobre aquilo que produzimos”.