Máquinas de encher pneus com nitrogénio

Cada vez mais os serviços especializados em pneus oferecem a possibilidade de encher os pneus com nitrogénio em substituição do ar.

O nitrogénio é um gás inerte que pode ser utilizado no enchimento dos pneus, para ajudar a diminuir as variações de pressão, as quais podem afetar o comportamento do veículo em limites extremos de condução.

Para o uso diário do condutor normal, não é necessário encher os pneus com nitrogénio. Contudo, encher os pneus com nitrogénio não lhes provoca qualquer dano e pode contribuir para reduzir as perdas de pressão provocadas por quebra de impermeabilidade. Todavia, o nitrogénio não previne qualquer perda de pressão provocada por furos, falta de estanquicidade entre o pneu ou a válvula e a jante, vazamento da válvula e outras perdas de pressão com origem mecânica. Uma vez mais, a utilização do nitrogénio, só por si, não substitui a importância de verificar regularmente a pressão dos pneus. Se a pressão de ar do pneu estiver abaixo daquela que está especificada na placa do veículo, o pneu deve ser reenchido – seja com ar ou com nitrogénio – até à pressão apropriada. 

Tanto quando insuflados com ar, como com nitrogénio, a manutenção regular da pressão dos pneus continua a ser crucial e necessária. Só por si, a utilização de nitrogénio não substitui o controlo periódico da pressão dos pneus.

Mais proteção para o pneu
A solução de encher os pneus com nitrogénio é já conhecida há décadas na indústria aeroespacial e militar, sendo ainda usada em veículos de competição, por razões de segurança. De facto, o oxigénio e a humidade contidas no ar comum da atmosfera tem efeitos agressivos no pneu e nas jantes, assim como nas válvulas de enchimento dos pneus, provocando nomeadamente oxidação dos metais e a porosidade da camada de borracha interna de isolamento do pneu.

Por outro lado, em caso de incêndio ou explosão, risco óbvio nas actividades acima citadas, o nitrogénio não propaga a combustão, visto que é um gás inerte (a baixas e médias temperaturas). A obtenção do azoto não é muito complicada, porque se trata do mais abundante componente do ar atmosférico (78%), contra 21% apenas do oxigénio. Actualmente existem já equipamentos adaptados à indústria de manutenção de pneus, os quais promovem a destilação do ar comprimido, por intermédio de filtros de membrana, que separam as moléculas do oxigénio e do nitrogénio (azoto = N). A pressão de entrada do ar é de 8-12 bar, obtendo-se um grau de pureza à saída superior a 95%. Para o processo de destilação do ar, os equipamentos possuem filtros que efetuam a retenção de impurezas e óleos, bem como filtros de carbono activo, para eliminar a humidade e outros gases residuais. 

Manter a pressão estável
Do ponto de vista da condução automóvel, a estabilidade da pressão interna do pneu é fundamental para se garantir a segurança, por um lado, assim como a economia, por outro. Na verdade, os pneus perdem gradualmente pressão, devido à crescente porosidade da borracha e à oxidação da zona de contacto do pneu com a jante, bem como do cone de vedação da válvula do pneu. Para complicar mais a segurança de condução, cada pneu não perde a pressão de forma exactamente igual aos outros, o que gera desequilíbrios perigosos, principalmente ao rodar a alta velocidade, mesmo em recta, ou ao efectuar curvas e travagem pronunciadas. Em termos de economia de combustível, também é sabido que a baixa pressão dos pneus aumenta o atrito do pneu com a estrada e faz aumentar o consumo de combustível. No entanto, o aumento do consumo de combustível não é o único inconveniente da baixa pressão dos pneus. Ao deformar-se mais, o pneu com baixa pressão também aquece acima do recomendado, apressando a degradação da borracha. 

A solução mais prática
Com os ritmos de vida da atualidade, a impecável manutenção dos pneus, tendo em vista garantir a máxima segurança e a máxima economia de combustível, pode ser um objectivo que não está ao alcance da maioria dos condutores. Além disso, tem os seus custos, embora justificáveis e até compensadores. Deste modo, para quem não gosta de correr riscos, nem deitar combustível para a rua, a grande alternativa é de facto substituir o ar comprimido dos pneus, por nitrogénio. Existem já algumas oficinas, postos de abastecimento, lojas de pneus e centros auto com essa alternativa realmente global. Uma vez enchidos os pneus com nitrogénio, a garantia da pressão se conservar inalterável nas quatro rodas é mais real, embora sempre possam ocorrer os imprevistos do costume (furos, jantes rachadas ou empenadas, etc.). Por outro lado, o facto de ter os pneus cheios de nitrogénio não invalida a verificação periódica e regular dos pneus, embora os períodos de verificação da pressão e outras inspeções de rotina possam ser consideravelmente alargados, com as vantagens que daí resultam. 

O que é o nitrogénio?
Nitrogénio, ou azoto, é um elemento químico com símbolo N, número atómico 7 e número de massa 14 (7 protões e 7 neutrões). É o principal componente da atmosfera terrestre e o quinto elemento mais abundante no Universo. Nas condições ambientes (25 °C e 1 atm) é encontrado no estado gasoso, obrigatoriamente em sua forma molecular biatómica (N2), formando cerca de 78% do volume do ar atmosférico.

Vantagens do nitrogénio 
Dentre os pontos positivos e comprováveis da utilização de nitrogénio nos pneus, podemos destacar os seguintes:

- Pressão igual e invariável em todos os pneus

- Menor variação da pressão provocada pelo não aquecimento do gás

- Condução mais estável, segura e confortável.

- Maior economia de combustível

- Maior duração dos pneus, com desgaste mais uniforme

- Menor risco de rebentamento

- Válvulas para toda a vida do pneu (salvo incidentes)

Também pode gostar de ler